Remédio da Gilead contra covid-19 fracassa em 1º teste, diz jornal

Um medicamento experimental da Gilead Sciences voltado ao tratamento de pacientes com o novo coronavírus fracassou no primeiro teste clínico, publicou o Financial Times nesta quinta-feira, embora o laboratório tenha dito que os resultados da pesquisa conduzida na China foram inconclusivos pois ela foi encerrada antecipadamente.

As ações da Gilead despencavam cerca de 5% após a publicação da reportagem, que ocorreu dias após a notícia que detalhou rápida recuperação de pacientes com Covid-19 que apresentavam febre e sintomas respiratórios no hospital da Universidade de Medicina de Chicago, nos Estados Unidos.

O teste realizado na China mostrou que a droga antiviral remdesivir não melhorou a condição dos pacientes ou reduziu a presença do vírus na corrente sanguínea, afirmou o Financial Times, que citou documentos prévios publicados acidentalmente pela Organização Mundial de Saúde.

A Gilead afirmou em comunicado que o teste foi encerrado antecipadamente por causa de baixa participação e por isso não teve condições de estabelecer conclusões estatisticamente significativas.

“Os resultados do estudo não foram conclusivos, embora a tendência dos dados sugira um potencial benefício do remdesivir, particularmente entre pacientes tratados nos estágios iniciais da doença”, afirmou a farmacêutica.

A Gilead está testando a droga em múltiplos testes e espera os resultados de um estudo com 400 pacientes graves hospitalizados até o final deste mês.

Segundo o Financial Times, os pesquisadores estudaram 237 pacientes, administrando a droga a 158 e comparando o progresso deles com os restantes 79. O medicamento também mostrou efeitos colaterais significativos em alguns dos pacientes, segundo o jornal.

O interesse no medicamento da Gilead tem sido elevado uma vez que atualmente não há tratamento aprovado para o Covid-19.

Na semana passada, um teste na China com o medicamento administrado a pacientes com sintomas medianos de Covid-19 foi suspenso por causa de falta de pacientes elegíveis, marcando o segundo estudo com o remdesivir encerrado no país.

O remdesivir, que anteriormente falhou no tratamento de Ebola, está sendo testado contra o novo coronavírus porque foi criado para desabilitar o mecanismo usado pelo vírus para se replicar.


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