Uruguai suspenderá estado de emergência sanitária por covid-19

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta segunda-feira (4) a decisão de terminar com o estado de emergência de saúde decretado em março de 2020 em razão da covid-19.

Após uma reunião com as autoridades de saúde, e “com base na informação recebida” a respeito da evolução do vírus no país, “decidimos suspender a emergência sanitária”, disse Lacalle Pou através de sua conta no twitter. “Vamos assinar o decreto correspondente nos próximos dias”, acrescentou.

O Executivo uruguaio havia declarado emergência sanitária em 13 de março de 2020, quando foram confirmados os primeiros quatro casos de coronavírus no país.

Esse marco permitiu que o governo implementasse uma série de medidas extraordinárias para conter o avanço dos contágios, como o fechamento de várias atividades ou a suspensão de espetáculos públicos.

A maioria dessas medidas foram flexibilizadas no último ano, com o avanço de uma campanha de vacinação bem sucedida que alcançou uma alta taxa de cobertura. No Uruguai, 80% da população tomou duas doses da vacina contra a covid-19 e 64% receberam uma terceira dose de reforço.

“É o momento de dar esse salto qualitativo, mas absolutamente necessário para a normalização”, disse em coletiva de imprensa o ministro da Saúde, Daniel Salinas, após reunião com Lacalle e antes de indicar que seguirá com a medida.

“Por exemplo, não serão mais pedidas (determinadas) capacidades em lugares fechados. Shows, cinemas, salas de eventos e ginásios terão capacidade de 100%”, apontou.

Ainda assim, explicou que a indicação do uso de máscara em situações específicas, “como preparadores de comida, pessoal de saúde, lugares fechados com alta concentração de pessoas ou no transporte público”, seguirá sendo recomendada, ainda que não obrigatória.

O governo havia anunciado na sexta-feira a decisão de permitir a entrada no país de uruguaios e estrangeiros vacinados sem a necessidade de apresentar um resultado negativo de covid. O teste de PCR ou antígeno segue sendo um requisito para aqueles que não se vacinaram contra o vírus.

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